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Notícias - IBGE contou 32,1 milhões de usuários da internet no país - http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=846&id_pagina=1


Recebi do Professor Murilo Bastos Cunha [rb.bnu|cbolirum#rb.bnu|cbolirum]
Jornais norte americanos na Web
URL: http://www.loc.gov/chroniclingamerica

Acaba de ser lançado o projeto Chronicling America: Historic American Newspapers, que está disponibilizando 226.000 páginas de jornais norte-americanos, publicados entre 1900 e 1910 e que estão sob o domínio público. O sistema permite busca no texto completo, busca limitada a um Estado particular, jornal específico, ano ou meses de publicação. Os resultados podem ser visualizados em pdf ou em html.

Murilo Cunha


Vejam dicas compiladas pelo Professor Aldo Barreto [rb.moc.niortnec|aldo#rb.moc.niortnec|aldo]

Sites para facilitar sua convivência eletrônica

01 Quando for comprar qualquer coisa não deixe de consultar o site GastarPouco - http://www.gastarpouco.com

02 Serviço dos cartórios de todo o Brasil, que permite solicitar documentos via internet - http://www.cartorio24horas.com.br/index.php

03 Site de procura e reserva de hotéis em todo o Brasil ,por cidade, por faixa de preços, reservas etc - http://www.hotelinsite.com.br

04 Site que permite encontrar o transporte terrestre entre duas cidades, a transportadora, preços e horários -
https://appweb.antt.gov.br/transp/secao_duas_localidades.asp'

05 Encontre a Legislação Federal e Estadual por assunto ou por número, além de súmulas dos STF, STJ e TST http://www.soleis.adv.br

06 Tenha a telinha do aeroporto de sua cidade em sua casa,chegadas e partidas -
http://www.infraero.gov.br/aero.php - http://www.infraero.gov.br/pls/sivnet/voo_top3v.inip_cd_aeroporto_ini =

07 Encontre a melhor operadora para utilizar em suas chamadas telefônicas -
http://sistemas.anatel.gov.br/sipt/Atualizacao/Importante.aspp'
Ops… o endereço correto é: <http://sistemas.anatel.gov.br/sipt/Atualizacao/Importante.asp>

08 Encontre a melhor rota entre dois locais em uma mesma cidade ou entre duas cidades, sua distância, além de localizar a rua de sua cidade - http://www.mapafacil.com.br

09 Encontre o mapa da rua das cidades, além de localizar cidades - http://mapas.terra.com.br/Callejero/home.asp

10 Confira as condições das estradas do Brasil, além da distância entre as cidades http://www.dnit.gov.br

11 Caso tenha seu veiculo furtado, antes mesmo de registrar ocorrência na polícia, informe neste site o furto.O comunicado às viaturas da DPRF é imediato -
http://www.dprf.gov.br/ver.cfmlink==form_alerta

12 Tenha o catálogo telefônico do Brasil inteiro em sua casa. Procure o telefone daquele amigo que estudou contigo no colégio - http://www.102web.com.br

13 Confira os melhores cruzeiros,datas, duração,preços, roteiros, etc. - http://www.bestpricecruises.com/default.asp

14 Indexador de imagens do Google - captura tudo que é foto e filme de dentro de seu computador e os agrupa, como você desejar - http://www.picasa.com

15 Site de procura, semelhante ao GOOGLE -
http://www.gurunet.com

16 Site que lhe dá as horas em qualquer lugar do mundo - http://www.timeticker.com/main.htm

17 Site que lhe permite fazer pesquisas dentro de livros - http://www.a9.com

18 Site que lhe diz tudo do Brasil desde o descobrimento por Cabral - http://www.historiadobrasil.com.br

19 Site que o ajuda a conjugar verbos em 102 Idiomas -
http://www.verbix.com

20 Site de conversão de Unidades - http://www.webcalc.com.br/

21 Site para envio de e-mails pesados, acima de 50Mb - http://www.dropload.com

22 . Site para envio de e-mails pesados, sem limite de capacidade - http://www.sendthisfile.com

23 Site que calcula qualquer correção desde 1940 até hoje, informando todos os indices disponiveis no mercado financeiro. Grátis para Pessoa Física - http://www.debit.com.br

24 Site que lhe permite ler jornais e revistas de todo o mundo - http://www.indkx.com/index.htm

25 Site de camaras virtuais, funcionando 24 hs por dia ao redor do mundo - http://www.earthcam.com

26 Site de mapas que identificam endereços do Brasil inteiro e dá sugestões de rotas - http://www.ondeestou.com.br


Localizar cidades no Brasil - http://www.ibge.gov.br/cidadesat/default.php


RESENHAS ALUNOS

Disciplina: Fontes de Informação - PCI 3211
Professora: Ursula Blattmann
Aluna (disciplina isolada): Alessandra Galdo
Florianópolis, 15 de março de 2007.

O Livro, a Literatura e o Computador
Sérgio Luiz Prado Bellei
Educ - 2002

No livro de título “O Livro, a Literatura e o Computador” publicado em 2002, o autor Prof. Sérgio Luiz Prado Bellei, pesquisador e professor titular de Teoria Literária e Estudos Culturais da Universidade Federal de Santa Catarina, reflete a respeito do livro, como objeto simbólico, instituição e tecnologia. Expõe inquietações em relação ao futuro do livro impresso além de traçar um breve histórico da entidade livro. A obra analisa perspectivas diante das inovações tecnológicas e digitalização das mais diversas fontes de informação.

O texto inicia com a descrição do surpreendente efeito e atenção internacional voltados para um simpósio em evento acadêmico local da Universidade de San Marino na Itália, em 1994. O evento do Centro de Estudos Semióticos e de Estudos da Cognição dessa recém criada Universidade acabou se transformando em um empreendimento editorial de grande importância. O autor do livro credita tamanho interesse, dos grupos editorias internacionais, à temática descrita como “O futuro do livro impresso” e à visibilidade emprestada ao encontro pelo diretor do Centro, o escritor e intelectual italiano, Umberto Eco.

Vale ressaltar que a obra publicada em 2002 e as questões levantadas por Bellei, descritas a seguir, se referem a poucos anos atrás em um período de transformações vertiginosas. Ainda assim, confrontado com o momento atual, os temas expostos são relevantes e realistas, principalmente devido ao autor prever algumas possíveis soluções e apontar vários novos problemas para estudo e pesquisa.

A obra é abrangente ao abordar questões conceituais, culturais, simbólicas e tecnológicas a respeito do livro.

Em “O Livro, a Literatura e o Computador” Bellei cita e expõe as visões antagônicas de outros estudiosos e escritores. Caso de Sven Birkerts e sua visão emocional e pessimista, ou como descreve Bellei, “catastrófica” diante da possibilidade da perda iminente do livro impresso, instituição cultural, formadora de nossa civlização.

O temor de Birkerts frente a qualquer possibilidade de suplantação do livro impresso pelo computador é confrontada com a visão de Robert Coover que contrapõe o texto linear, característico do livro gráfico, ao hipertexto, característica do computador. Segundo a visão otimista e até um pouco eufórica de Coover, o hipertexto seria vanguardista e libertador ao permitir construções e reconstruções da narrativa. A comparação entre o texto linear do livro impresso e as características do hipertexto e da linguagem hipertextual é tratada com profundidade nos capítulos posteriores.

Bellei escreve também a respeito de bibliotecas eletrônicas e disponibilização democrática e acessível da informação, fazendo um breve histórico do Projeto Gutenberg, idealizado pelo pesquisador Michael Hurt. Hoje, quatro anos depois e infinitas controvérsias, principalmente com os grupos editoriais, o projeto foi incorporado pelo Google.

“O Livro, a Literatura e o Computador” se detém no livro impresso, explorando pouco, o conceito ainda muito novo, de conteúdo digital de livros, como ocorreu com a distribuição de música que se desprendeu da mídia para ser ouvida e consumida sob um novo formato, mais livre e democrático, ainda que causando significativos prejuízos às gravadoras.

A obra aborda e analisa ainda, conceitos como “virtual” e “ciberespaço”; questiona o que o autor chama de “celebração utópica” do computador e das novas tecnologias; discute o acesso e questões de poder relacionadas à produção e ao acesso ao conhecimento; e os efeitos de tudo isso sobre a informação, conhecimento e sabedoria. Falando de livros, linguagem, literatura, computador, a perspectiva de Bellei é sempre, o homem.

Com texto interessante, fluido e conceitualmente bem enbasada, a obra é de interesse de estudiosos ligados à literatura; lingüística; tecnologias da informação e comunicação; lingüística; antropologia; ciências da informação e demais áreas afins.


Disciplina: Fontes de Informação - PCI 3211
Professora: Ursula Blattmann
Aluna (disciplina isolada): Alessandra Galdo
Florianópolis, 22 de março de 2007.

TARGINO, Maria das Graças. Artigos científicos: a saga da autoria e co-autoria. IN: FERRERIA, Sueli Mara Soares Pinto; TARGINO, Maria das Graças. Preparação de revistas científicas: teoria e prática. São Paulo: Reichmann & Autores, 2005. p. 35- 54.

Maria das Graças Targino discorre sobre trabalho científico, conceitos de autoria e co-autoria e os processos envolvidos na produção desse trabalho, particularmente nas publicações e artigos para periódicos científicos.

Targino chama a atenção para a mutação ou, como ela denomina também, a desconstrução dos modelos tradicionais de autoria e criação individual perante a inevitabilidade da especialização crescente do conhecimento humano, da conseqüente segmentação de especialidades, aliado à evolução científica e tecnológica na sociedade contemporânea.

Tais desafios exigiriam o trabalho conjunto de vários pesquisadores e autores, ou co-autores na publicação de artigos a fim de dar conta da complexidade cada vez maior do conhecimento.

Mais adiante a autora chama a atenção para o cuidado na distinção de autoria e co-autoria, questões éticas relativas à real participação de cada pesquisador e para a pressão no sentido de apresentar produção a que alguns cientistas acabam por se submeter. Buscando participar como autores ou co-autores em trabalhos para os quais não tiveram uma participação efetiva, invertem-se princípios éticos.

Ela aborda, ainda, a rápida desatualização do conhecimento e a temporabilidade da ciência na cultura moderna. Como bem descreve a autora, há pouco tempo, considerava-se que, aquilo que “está escrito” passava a ser incontestável e imaculado, trazendo poder, prestígio e autoridade ao autor.

Da mesma forma, há uma mudança nas relações entre autor, leitor e texto diante do surgimento do hipertexto que transfere ao leitor, autonomia, poder de determinar a forma da leitura e de caminhar entre vários autores, dando sentido pessoal à construção do conhecimento.

Ainda assim, Targino chama a atenção para a necessidade de resguardar a propriedade intelectual, bem como o cuidado necessário no sentido de evitar a apropriação indevida de idéias ou distorção de significados no trabalho científico.

Lembra que um artigo científico não expressa apenas a opinião de um autor, mas carrega a chancela da comunidade científica. Como demonstra através de alguns casos, a fraude não é uma característica pós-moderna, mas se torna mais fácil com os meios eletrônicos. Por essas razões, artigos eletrônicos ainda são vistos com ressalvas em vários meios científicos.

Targino aborda com coragem, o que chama de “industria da produção de artigos e papers”. A preocupação ansiosa de muitos pesquisadores pressionados por instituições a que são ligados, para publicar artigos. O objetivo primordial da pesquisa científica, buscar respostas para um problema, não poderia ser sobreposto por interesses curriculares ou profissionais.

Como diz a autora, “para cumprir os parâmetros de quantidades previstos e os prazos de tempo exíguos, há visível tendência à adesão dos pensamentos dominantes e das plataformas menos polêmicas em detrimento do inovador e do novo”.

Nesse capítulo Um da obra, Targino aborda as mais variadas e imprescindíveis questões relacionadas à autoria e co-autoria no trabalho científico, em particular nas publicações para revistas científicas.


Disciplina: Fontes de Informação - PCI 3211
Professora: Ursula Blattmann
Aluna (disciplina isolada): Alessandra Galdo
Florianópolis, 29 de março de 2007.

Estado da arte em informação científica digital no tema das ciências sociais

Apresentado na Reunião Internacional de Especialistas em Informação Científica Digital, promovida pelo Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME) e a Unesco, em São Paulo, de 26 a 27 de março de 2002

Professor de biblioteconomia aposentado, da Universidade de Brasília (UnB), livreiro e editor, Antonio Agenor Briquet de Lemos, apresenta o texto do trabalho “Estado da arte em informação científica digital” na Reunião Internacional de Especialistas em Informação Científica Digital, promovida pelo Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME) e a Unesco, em São Paulo, de 26 a 27 de março de 2002.

Nesse trabalho que trata da comunicação e da informação nas Ciências Sociais e das publicações científicas dessas áreas do saber, frente aos esforços necessários à transição para a era da informática, Briquet de Lemos, inicia por elucidar o que são Ciências Sócias, quais são, ainda que, frente à falta de consenso nas definições de suas áreas e subáreas. O autor aponta o tratamento discriminatório das ditas ciências flexíveis (soft) em benefício das ciências rígidas (hard) ou ciências exatas.

A fim de clarificar e demonstrar as especificidades das ciências sociais e as constantes comparações com as ciências exatas ou de base experimental, cita Simon Schwartzman: “[…] examinar também o que se produz em termos das ciências sociais que se pretendem mais acadêmicas e científicas; em que medida, por exemplo, a incorporação dos estilos e procedimentos próprios da atividade acadêmica (sistemas de peer review, revistas especializadas, cursos de pós-graduação, congressos científicos, etc.) produzem de fato resultados significativos, ou não vão além da simples cópia dos estilos de outras disciplinas para efeitos de prestígio e reconhecimento.”

Briquet, traça um breve histórico dos Estudos Sociais no Brasil. Discorre a respeito das grandes dificuldades impostas ao trabalho científico em Ciências Sociais nos dois períodos de ditadura, de 1930 a 1945 e novamente a partir de 1964 até o fim da repressão e censura. Observa que, apesar das dificuldades no período da primeira ditadura, houve um grande avanço nos estudos sociais, com a publicação de obras clássicas, como Casa-grande & senzala, de Gilberto Freyre, Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, Formação do Brasil contemporâneo de Caio Prado Júnior, entre outras. Havia um grande interesse na compreensão da identidade e realidade brasileiras.

Com o retorno, por breve período, às condições democráticas, surgem dois tipos de instituições, as de caráter governamental e as acadêmicas, responsáveis, respectivamente, por informações econômicas, políticas e sociais; voltadas à pesquisa. Novo golpe para as Ciências Sociais no Brasil com a ditadura militar de 1964. Só com o passar de vários anos e lentamente, organizações não governamentais, professores e pesquisadores voltaram a se articular em torno de novas pesquisas e estudos sociais.

Voltando para a questão da comunicação, informação e disseminação das pesquisas em Ciências Sociais no momento atual no Brasil, Briquet de Lemos, chama a atenção para a necessidade evidente de organização de repositórios sistemáticos e confiáveis da produção bibliográfica brasileira. Chama a atenção para as dificuldades na organização e disponibilização online das publicações, devido a falta de estrutura anterior ao advento da Internet. Muitos países já tinham suas bases de dados bem estruturadas e informatizadas quando surgiu a Internet, sendo assim precisaram apenas migrar suas bases de dados estruturadas para a rede..

Em relação aos novos recursos da era digital, o autor faz um levantamento minucioso dos periódicos científicos em Ciências Sociais e analisa o advento dos periódicos eletrônicos. Chama a atenção e demonstra que esses periódicos, no Brasil, estão longe de incorporar todas as possiblidades e recursos oferecidos pela informática, como interação entre leitores e autores, recursos multimídia e integração/colaboração com os recursos de multimídia.

Briquet de Lemos finaliza o trabalho com sugestões viáveis à real e efetiva transição para a era digital das informações bibliogáficas em Ciências Sociais.

O texto é do interesse de estudiosos e pesquisadores em Ciências Sociais e Ciências Humanas.


Disciplina: Fontes de Informação - PCI 3211
Professora: Ursula Blattmann
Aluna (disciplina isolada): Alessandra Galdo
Florianópolis, 04 de abril de 2007

BLATTMANN, Ursula. Normas técnicas: estudo sobre a recuperação e uso. Campinas, 1994. 128f.Dissertação (Mestrado) - Pontificia Universidade Catolica de Campinas. Departamento de Pos-Graduação em Biblioteconomia. Número de Chamada: CETD PUCCAMP 0010.

Normas Técnicas e Desenvolvimento Econômico e Social.

Os Presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush, assinaram em São Paulo, em 09 de março de 2007, o Memorando de Entendimento para o Avanço da Cooperação em Biocombustíveis. (Jornal O Globo – 31/03/2007)

A notícia não deixa duvidas de que, os diálogos travados entre os presidentes dos dois países e os membros de suas equipes, se deram no idioma inglês com a ajuda, ou não, de tradutores.

Um acordo bilateral entre países de idiomas diversos, supõe necessariamente, o entendimento através de uma linguagem universal. E a cooperação e intercâmbio tecnológicos supõe necessariamente o uso de uma linguagem uniforme, favorecida pelas normas técnicas.

A Dissertação de Mestrado (CETD PUCCAMP 0010) da Professora Ursula Blattmann, apresentada em 1994, ao Departamento de Pós-Graduação em Biblioteconomia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, sob o título “Normas técnicas: estudo sobre a recuperação e uso”, trata da recuperação e utilização de normas técnicas por usuários das áreas da engenharia elétrica, química e mecânica.

O tema das normas técnicas, recuperação e uso, aparentemente árido, é tratado com fluidez por Ursula Blattmann, graduada em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Santa Catarina, com título de Mestrado concedido com a Dissertação em questão, e Doutora em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina.

Atualmente, professora na Universidade Federal de Santa Catarina, Ursula Blattmann já apresentava em sua Dissertação de Mestrado o empenho que lhe confere hoje, as credenciais que a habilitam a tratar com profundidade de temas como Tecnologia da Informação, fontes de Informação, Internet, acesso, uso e recuperação da informação

A primeira definição que fica clara no trabalho, diz respeito à abordagem conferida à norma técnica: um tipo de documento em unidades de informação, essencial na transmissão de know-how nas mais diversas áreas da ciência e tecnologia, disseminando, sintetizando a informação e traduzindo-a para uma linguagem comum, com o objetivo de promover o intercâmbio de conhecimento entre áreas, instituições e nacionalidades diferentes.

Como diz a autora, “praticamente cada país tem o seu próprio órgão de normalização, significando uma representação do desenvolvimento científico e tecnológico. A normalização caracteriza os países desenvolvidos e em fase de desenvolvimento”.

A realidade brasileira em relação às normas técnicas é discutida, lançando o olhar para a forma como se deu a evolução industrial no nosso país: através da importação de tecnologia e, conseqüentemente, das mais diversas normas e padrões. Essa situação teria dificultado o controle da qualidade dos produtos brasileiros e contribuído para a baixa competitividade no mercado externo. Ainda assim, a autora salienta já haver uma maior preocupação com a qualidade do produto industrial nacional. Para aqueles que queiram se aprofundar nesse tema, convém buscar pesquisas mais recentes a fim de conhecer o estado atual da normatização no Brasil e as conseqüências sobre a qualidade do produto industrial brasileiro.

Assim, sem perder o foco proposto, o trabalho se mostra abrangente e de leitura atraente ao fazer correlação com o cotidiano, retirando as normas técnicas dos nichos das prateleiras. A dissertação toca em pontos como: divulgação; educação e treinamento para a normatização técnica; o problema das normas técnicas nas bibliotecas, acervos, recuperação e custos; o profissional de Ciência da Informação e o tratamento das normas técnicas, dentre outras perspectivas.

Ao mesmo tempo em que é abrangente ao perpassar os vários aspectos relacionados à norma técnica, o trabalho é minucioso ao relacionar os tipos de normas técnicas e as instituições nos quatro níveis de normalização (internacional, nacional, regional, empresa) explicando-as e diferenciando-as.

Os objetivos, propostos na pesquisa exploratória de natureza qualitativa, foram: identificar, descrever e caracterizar o ambiente da unidade de informação; caracterizar os usuários de normas técnicas; levantar e analisar os dados da demanda de normas técnicas na unidade de informação, determinando a busca e utilização de normas técnicas e detectando as dificuldades existentes, como por exemplo, barreiras idiomáticas e fatores de desistência da busca.

Para tanto, foram aplicados questionários utilizando-se o método de estudo de caso, em empresa estatal do setor energético do sul do Brasil, com as perguntas dirigidas a aproximadamente 72 funcionários, na grande maioria engenheiros:

Quais são as formas de atualização utilizadas pelos usuários de normas técnicas? Que tipo de normas técnicas são procuradas pelas diferentes categorias de engenheiros? Quais os motivos de utilização de normas técnicas? Onde e como são localizadas as normas técnicas? Qual o tempo gasto em obter normas técnicas? Que motivos provocam a desistência na busca de normas técnicas? Quais as barreiras idiomáticas existentes entre as categorias de usuários e as normas técnicas?

Blattmann conclui, entre outras observações, que a facilidade e a rapidez constituem os fatores mais importantes para determinarem o grau de acesso e uso de normas técnicas e sugere refletir sobre questões de como efetuar a divulgação para motivar os usuários potenciais a utilizarem mais as informações disponíveis em normas técnicas.

A pesquisa aponta mais recomendações de novos estudos e aprofundamentos que conclusões em si. Perseguindo o estado da arte da pesquisa em Ciências Sociais, em que se procura indicar novos estudos e temas de pesquisa, a autora, sugere ao final, a construção do início de uma linha de pesquisa sobre normas técnicas.

O trabalho apresenta as qualidades inerentes ao próprio objeto de estudo, ou seja, relevância, exatidão, precisão, significância. O desenvolvimento do assunto traz clareza e compreensão a todos que utilizam normas técnicas em seu dia-a-dia ou mesmo àqueles que se interessam em compreender os processos de desenvolvimento econômico e industrial, nos seus mais variados aspectos ou mais profundamente.

O trabalho é do interesse de engenheiros, profissionais envolvidos com processos de Qualidade e Produtividade, profissionais e estudiosos das Ciências da Informação em geral e interessados nos processos de desenvolvimento industrial.


Disciplina: Fontes de Informação - PCI 3211
Professora: Ursula Blattmann
Aluna (disciplina isolada): Alessandra Galdo
Florianópolis, 12 de abril de 2007.

RESENHA

Edição de textos científicos:
como não se perder no “quadrilátero” das Bermudas

KUNSCH, Waldemar Luiz. O que é editar um texto? Estudos de Jornalismo e Relações Públicas, v. 3, p. 38-48, 2004.

Com longa experiência em editoração e edição científica para as revistas “Estudos de Jornalismo e Relações Públicas” e “Comunicação & Sociedade”, o professor Waldemar Luiz Krunsch, graduado em Filosofia, Jornalismo e Relações Públicas e mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo, produziu um artigo científico, discutindo, justamente, aspectos referentes ao trabalho de edição e normalização de textos em trabalhos científicos.

Tendo em vista sua formação como jornalista e aproximando-se do leitor, o autor começa seu artigo com bastante graça ao relacionar trechos de textos publicados em jornais de grande circulação e até em revistas científicas sérias e conceituadas, contendo erros não só de ortografia e/ou gramática, como também, erros conceituais.

“O acidente foi no triste e célebre Retângulo [sic] das Bermudas” (p.1), é apenas um dos exemplos transcritos pelo autor.

Argumentando que um bom texto é um trabalho de escultor, o professor Waldemar Kunsch chama a atenção para as várias etapas na sua produção, até chegar à edição final e publicação. Com clareza e minuciosamente, detalha o trabalho do editor científico.

E o que é um editor? O autor do artigo é cuidadoso ao definir o trabalho desse especialista, recorrendo às origens do termo. A partir de uma análise aprofundada nos principais dicionários brasileiros de língua portuguesa e de dicionários de Latim, demonstra que o verbo “editar” se originaria do verbo “edere”, que em sentido próprio significa “dar á luz”.

Nesse momento, se arrisca um pouco ao utilizar metáforas para definir o trabalho do editor. Em um parágrafo (p. 5), descreve o editor como aquele que “gera” o texto e em outro (p. 7) se refere ao trabalho, ainda do editor, como processo de “gestação” do texto. Ora, “gerar” não é o mesmo que “gestar”. No ponto de vista dessa leitora e resenhista, o trabalho do editor estaria mais relacionado à “gestação”, já que é precedido pelo trabalho do autor, este sim responsável pelo momento da criação, o de “gerar” o texto.

Essa questão, provavelmente não teria sido percebida, caso o autor não tivesse instigado e conscientizado a leitora (que nessa resenha se transforma em autora com a visão de editora), a respeito da importância da normalização, coerência e padronização da redação.

A bem da verdade, essa é apenas uma das questões apontadas pelo professor como essencial ao bom texto, assim como, clareza, exposição lógica do pensamento, estruturação coerente do texto, harmonia e efeito estético das frases, correção gramatical, entre outras.

Estamos de acordo que escrever não é tarefa simples, mesmo para os melhores escritores ou até para os poetas. É um processo que exige exercício e dedicação. Que envolve muitas etapas desde a concepção da idéia na cabeça do autor até o texto comunicando aquelas idéias ao leitor. Quem dirá, em se tratando de um texto científico que não pode ser conduzido espontaneamente contando apenas com a inspiração, ainda que dela não prescinda, em absoluto.

O texto científico exige maior preocupação com o planejamento e aplicação de um método para sua validação científica.

O papel do editor científico, destaca o professor Kunsch, é cuidar da normalização científica do texto. Isso passa pela organização dos capítulos, disposição da matéria segundo um roteiro, verificação da clareza das idéias, da exatidão das referências bibliográficas, das notas de rodapé, das ilustrações, dando coerência em termos de redação e metodologia. Seu papel, em última análise, é dar uma apresentação unificada na forma e no conteúdo.

Nesse trabalho, o autor considera duas etapas distintas: a revisão e a normalização. A revisão verifica a correção da ortografia e da gramática, enquanto a normalização diz respeito às normas científicas e normas de estilo da revista ou editora que publicará o trabalho.

Embasado na sua longa experiência como editor em revistas científicas, professor Waldemar Kunsch delineia características essenciais ao perfil do editor científico: domínio da língua, ampla cultura geral, conhecimento das normas técnicas e científicas, zelo pela qualidade e termina lembrando que, devido a esse profissional ter como tarefa a manipulação de trabalhos de outros autores, são essenciais também, paciência e uma boa dose de diplomacia.

Essa última característica é apontada pelo professor Waldemar Kunsch, juntamente com a defesa da postura de diálogo com o autor do original. Visão fundamental vinda de um editor sério, essa postura é mais profissional, é ética. A preocupação em não subverter ou alterar a obra original, é uma forma de respeitar o autor e suas idéias.

O trabalho apresentado por esse experiente editor científico é obrigatório para todos que trabalham com publicações científicas, sejam autores, pesquisadores ou aqueles envolvidos com as revistas e editoras de obras científicas. De interesse também para estudantes universitários ou de pós-graduação, profissionais de comunicação e amantes da língua escrita em geral.


Disciplina: Fontes de Informação - PCI 3211
Professora: Ursula Blattmann
Aluna (disciplina isolada): Alessandra Galdo
Florianópolis, 26 de abril de 2007.

RESENHA

A Inteligência Competitiva disseminada na Organização

Jerry Miller é diretor do Centro de Inteligência Competitiva do Simmons College de Boston, USA e reconhecido especialista na área de Inteligência Competitiva. No livro Millennium Intelligence: Understanding and Conducting Competitive Intelligence in the Digital World, publicado em 2000 e traduzido para o português pela Bookman companhia Editora, Jerry Miller reuniu 12 especialistas no assunto.

No capítulo Dois, Jerry Miller discorre sobre o tema principal do livro, iniciando o texto com algumas conclusões do Estudo Callof-Miller, um aprofundado estudo de 668 páginas a respeito de como as organizações utilizam a Inteligência Empresarial como vantagem competitiva.

Neste capítulo do livro, Miller se refere ao que na tradução para o português aparece como “processo de inteligência em uma empresa” assim como trata de “questões comportamentais, culturais e estruturais de importância crítica para a inteligência”. É possível que, da maneira como são apresentados, tais termos e conceitos não fiquem suficientemente claros para pessoas oriundas de outras áreas que não a administração de empresas e mesmo para essas a tradução deixa muito a desejar, tornando conceitos comuns à área, bastante confusos.

Em todo texto aparecem grandes dificuldades de tradução do idioma original pra o português. Percebe-se a pobreza em traduzir um texto literalmente, ao invés de verter o mesmo para outro idioma. Ao se referir a uma lista de telefones encontramos “guia interno de telefones” e ao se referir à falta de placas de sinalização no saguão de entrada de um edifício, lemos que poderia haver algum tipo de “”indicador de rumo para os visitantes”. Se nos deparamos com essas dificuldades de leitura para expressões cotidianas, imagine-se a dificuldade de um leitor de outras áreas ao lidar com conceitos tão específicos da administração de empresas como “processo de inteligência em uma empresa”.

Sendo assim, sentimos necessidade de recorrer a outros autores, em particular a um dos mais importantes pensadores e autor de inúmeros conceitos da administração moderna.

Vejamos o que diz Peter Drucker a respeito de inteligência empresarial ou inteligência estratégica ou inteligência competitiva (business intelligence). O chamado pai da administração moderna há bastantes anos vem chamando a atenção para as mudanças no capital e no trabalho. Em seu livro “Sociedade pós capitalista” alerta que nos tempos atuais e vindouros, o fator de produção decisivo é o conhecimento.

Referenciando Peter Drucker, Marcos Cavalcanti e Elisabeth Gomes, em artigo publicado em 2001 na Revista de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas (RAP. Rio de Janeiro 35(6): 7-21, Nov/Dez. 2001) definem Inteligência Empresarial como a sinergia entre conhecimento, inovação e empreendedorismo.

Entende-se assim que Inteligência Empresarial está relacionada a como as empresas trabalham e utilizam a informação e como a utilizam na tomada de decisões.

Desta forma, vemos Inteligência Empresarial como sistema de informações, cultura organizacional, fluxo de informação e comunicação das Organizações que não estaria restrito a uma única equipe, ou um grupo de funcionários ou um departamento ou mesmo a uma função como dá a entender o autor Jerry Miller na expressão utilizada à página 54: “o pessoal da inteligência.. pode passar a receber solicitações de todos os setores da organização”, ou como no caso da página 57 em que o autor, mais uma vez, se refere a profissionais de inteligência que deveriam estar fisicamente instalados próximos aos gestores. Ou seja, um indivíduo é o gestor e outro é o “profissional de Inteligência”.

Lembramos que, quando as empresas ocidentais descobriram a Qualidade Total, ou seja, a transposição da qualidade dos processos industriais desenvolvidos pelos japoneses após a Segunda Guerra, para os diversos setores econômicos como, por exemplo, os setores de serviços, imediatamente passamos por um “onda” da qualidade, no sentido de modismo e proliferação de “gurus” da qualidade”. Observamos que esse é um grande problema da área de estudos da administração. As novas idéias, essenciais para o desenvolvimento da disciplina e conseqüentemente da economia, muitas vezes são solapadas por uma infinidade de modismos até que o tempo filtre o que realmente é significativo. Proliferaram, então, em todas as organizações, equipes de qualidade, gerentes de qualidade, consultores de qualidade. Até que se percebeu que a qualidade perseguida só traria resultados se estivesse incorporada em todos os processos e na cabeça de cada integrante da organização. E essa é, hoje, a prática dominante em todas as organizações competitivas.

Da mesma forma, nos parece que a Inteligência Empresarial não deva ser centralizada, polêmica essa, que o autor também reconhece durante o texto, apesar de parecer indicar a Inteligência Empresarial como um cargo funcional.

Estratégias de implantação de sistemas eficazes de recuperação da informação, acessibilidade e disponibilidade de fontes de qualidade, fluxos de informação eficientes, são mais adequadas do que concentrar a Inteligência da empresa em um cargo ou equipe. O autor fala da necessidade do profissional da Inteligência estar fisicamente próximo dos tomadores de decisão. Ora, nos parece que a informação é que deve ser de qualidade e estar facilmente acessível aos tomadores de decisão. Para a implantação e manutenção de tais sistemas eficazes, as empresas precisam contar com bons profissionais da informação, a fim de que a Inteligência Competitiva possa fazer parte da cultura organizacional.

O texto e o assunto são de interesse de gestores, estudiosos de administração e, especialmente, profissionais da informação, os quais são aptos para fornecer know-howe implementar sistemas que propiciem a Inteligência Competitiva nas Organizações.


Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação
Disciplina: Fontes de Informação - PCI 3211
Professora: Ursula Blattmann
Aluna (disciplina isolada): Alessandra Galdo
Florianópolis, 19 de abril de 2007.

RESENHA

BLATTMANN, Ursula; FRAGOSO, Graça Maria (orgs.). O zapear a informação em bibliotecas e na Internet. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.

A emoção da informação online 24 horas por dia, sete dias por semana.

A biblioteca guarda o livro, que guarda a informação, que saltou das folhas de papel para navegar livremente através da grande rede, em que se conectam pessoas em busca do conhecimento.

O tema dessa grande revolução nos hábitos, costumes, maneiras de produzir e absorver conhecimento, de consumir, trocar e até de se relacionar, ainda causará por muito tempo, fascínio, dúvidas, revisões históricas, temores, indagações, posicionamentos ora de celebração, ora pessimistas, mas sempre fomentadores de justificável deslumbramento com esse novo mundo.

Tais sentimentos estão presentes nos textos organizados pela Professora e pesquisadora em Ciências da Informação, Ursula Blattmann e a bibliotecária Graça Maria Fragoso, no livro “O zapear a informação em bibliotecas e na Internet”. As organizadoras e autoras e os demais escritores dos capítulos, “zapeiam”, navegam pelas boas novas e/ou temores que a tecnologia da informação trouxe aos mais diversos campos da atividade humana.

A obra de 2003 lança o olhar para o uso da informação diante da nova configuração na sua busca, armazenamento, recuperação e uso na Era do Conhecimento. Parafraseando Che Guevara, “porém sem perder o encanto, jamais”.

Nesses textos, a precisão científica, característica de seus autores provenientes da área acadêmica, anda de braços dados com o estilo literário que dialoga com o leitor e o conduz pelo caminho traçado pelas idéias, pensamentos e sentimentos do autor.

No novo mundo da Era Digital, tudo é tão inédito que, criam-se novos termos novas expressões, novo vocabulário para dar conta dos novos conceitos surgidos. “Linkam-se” idéias, “deletam-se” paradigmas, “beckapeia-se” a história.

Assim, as autoras recorrem ao termo “zapear” para dar conta do movimento, do ziguezaguear pela informação, através de textos, sons e imagens disponíveis na Internet. Esclarecem que o termo escolhido é originário do idioma alemão, do verbo zapfen - achar, retirar e transportar. Mas, parece que pouco importa a origem, o fato é que, justificadamente, reinventam-se expressões na mesma medida em que surgem conceitos inéditos para dar conta da mais nova realidade.

E assim, reinventam-se também profissões. Os saberes são cada vez mais, mutáveis e dinâmicos.

Se a informação parece ter saltado e se disseminado das folhas do livro, que, por sua vez, não está mais restrito às prateleiras das bibliotecas, das escolas ou dos lares, como fica o profissional que atuava exclusivamente nas bibliotecas?

Milhões de títulos fundamentais na formação do conhecimento humano, encontram-se hoje, disponíveis no PC, Personal Computer de cada usuário que passa a deter o poder de personalizar a maneira como irá utilizar a informação e transformá-la em mais conhecimento.

Nessa nova configuração de mundo, como fica o bibliotecário? Reinventa-se um título para sua antiga função ou reinventa-se sua função na sociedade? Essa é um dos temas tratados no livro. Como também, a aprendizagem, o processo de pesquisa, a biblioteca e demais questões relacionadas à obtenção, armazenamento, disseminação e gerenciamento da informação.

Seria o fim do bibliotecário, ou do livro, ou da biblioteca? Em seu livro de 2002, “O Livro, a Literatura e o Computador” Sergio Luiz Prado Bellei, analisa perspectivas diante da digitalização das mais diversas fontes de informação, o futuro do livro e as características da linguagem hipertextual. O livro não acabará, ainda que a linguagem hipertextual traga ao leitor a possibilidade de novas formas de leitura, desprendendo-se da linearidade do texto impresso.

Da mesma forma, se o bibliotecário nunca foi um simples “almoxarife de livros” (p. 72) é porque seu trabalho relaciona-se à organização, recuperação, acesso e disseminação daquilo que os livros contém: informação e conhecimento (além de emoção). A informação migrou para novos meios, multiplicou-se de forma jamais vista e disseminou-se. Portanto a função anteriormente exercida pelo bibliotecário deve ser reconfigurada, redescoberta e recontextualizada para o desafio cada vez maior de lidar eficientemente com a avalanche informacional com que convivemos.

Os autores defendem uma postura mais pró-ativa do bibliotecário do que aquela característica do perfil passivo de suas funções anteriores. Inquestionável, mas vale lembrar que uma postura pró-ativa é fator decisivo de sobrevivência para todo e qualquer profissional na configuração atual das Organizações em mercados globais e na Era do Conhecimento. E não são poucas as profissões que surgem, se redefinem ou se extinguem em função dos novos saberes.

O livro é especialmente indicado para profissionais da Informação, sejam eles denominados Bibliotecários, Gestores da Informação ou Gerentes de Inteligência Corporativa. O livro será lido com grande prazer por todos os que se encantam com a temática do novo mundo vislumbrado a partir da conversão da informação para bits e bytes, então disseminados e transformadores da realidade do dia-a-dia de cada um de nós.

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